Misticismo, obscuridade e uma história rica em tradições centenárias permeiam a cultura cigana, que tem suas raízes mais antigas na Romênia, leste europeu. Talvez a característica nômade seja a mais marcante deste povo, porém, outros predicados bem mais interessantes foram apresentados ontem, na VIII Festa Cigana, que aconteceu no sítio São Pedro, na Linha Macagnam.
Realizado desde 1992 por professores e universitários do curso de Economia Doméstica da Unioeste, o evento tem algumas características singulares. Pra começar, nem todos os anos a confraternização acontece, por isso está apenas na oitava edição, apesar de existir há 18 anos. Outra coisa são os trajes de quem vai à festa. Lindos vestidos floridos e multicoloridos, além da tradicional florzinha encaixada na orelha nas mulheres e as calças e camisas tipicamente ciganas nos homens são os grandes atrativos. “Neste ano a gente realizou um concurso para ver quem estava mais bem vestido de acordo com as tradições ciganas”, disse uma das precursoras da festa, professora Neide Bellandi.
O início
O curso de Economia Doméstica sempre incentivou para que seus acadêmicos tivessem um tema para abordar em determinados momentos. Portanto, a ideia de realizar a Festa Cigana não surgiu com o fim de divulgar, tão menos homenagear a cultura deste povo. “Escolhíamos o tema aleatoriamente. Era apenas uma maneira de a gente realizar uma confraternização e interação entre alunos e professores no começo do ano”, lembra a professora. “E depois tinha o diferencial das roupas: quer coisa mais linda, numa festa, pessoas confraternizando com aquelas belíssimas roupas dos ciganos?”, perguntou.
Na festa, alunos, professores e pessoas convidadas puderam degustar dos pratos típicos e tradições da cultura, tais como o Kolako. “O kolako é um pão redondo, aonde os antigos ciganos afundavam-no em taças de vinhos”, destacou.
Além disso, alguns traços da rica cultura foram enfatizados na festa, tais como, caracterização com lampiões, carroças, entre outras peças que serviam como adereço.
