Festa homenageia cultura cigana em Francisco Beltrão

Misticismo, obscuridade e uma história rica em tradições centenárias permeiam a cultura cigana, que tem suas raízes mais antigas na Romênia, leste europeu. Talvez a característica nômade seja a mais marcante deste povo, porém, outros predicados bem mais interessantes foram apresentados ontem, na VIII Festa Cigana, que aconteceu no sítio São Pedro, na Linha Macagnam.

Realizado desde 1992 por professores e universitários do curso de Economia Doméstica da Unioeste, o evento tem algumas características singulares. Pra começar, nem todos os anos a confraternização acontece, por isso está apenas na oitava edição, apesar de existir há 18 anos. Outra coisa são os trajes de quem vai à festa. Lindos vestidos floridos e multicoloridos, além da tradicional florzinha encaixada na orelha nas mulheres e as calças e camisas tipicamente ciganas nos homens são os grandes atrativos. “Neste ano a gente realizou um concurso para ver quem estava mais bem vestido de acordo com as tradições ciganas”, disse uma das precursoras da festa, professora Neide Bellandi.

O início
O curso de Economia Doméstica sempre incentivou para que seus acadêmicos tivessem um tema para abordar em determinados momentos. Portanto, a ideia de realizar a Festa Cigana não surgiu com o fim de divulgar, tão menos homenagear a cultura deste povo. “Escolhíamos o tema aleatoriamente. Era apenas uma maneira de a gente realizar uma confraternização e interação entre alunos e professores no começo do ano”, lembra a professora. “E depois tinha o diferencial das roupas: quer coisa mais linda, numa festa, pessoas confraternizando com aquelas belíssimas roupas dos ciganos?”, perguntou.

Na festa, alunos, professores e pessoas convidadas puderam degustar dos pratos típicos e tradições da cultura, tais como o Kolako. “O kolako é um pão redondo, aonde os antigos ciganos afundavam-no em taças de vinhos”, destacou.
Além disso, alguns traços da rica cultura foram enfatizados na festa, tais como, caracterização com lampiões, carroças, entre outras peças que serviam como adereço.

Fonte: http://www.aquisudoeste.com.br/noticia.php?in=festa_homenageia_cultura_cigana_em_francisco_beltrao_&out=7070&channel=0

Publicado em: às 10 de abril de 2010 em 22:11  Deixe um comentário  

CIGANOS EUROPEUS SÃO MAIS DE 10 MILHÕES

Córdoba, 08 abr (RV) – No Dia internacional dos povos ciganos, a organização não- governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional alerta à União Européia e seus Estados-membros: “É preciso assumir iniciativas concretas para romper o ciclo de discriminação, pobreza e exclusão que circunda as comunidades de itinerantes na Europa”.

Córdoba, na Espanha, hospeda hoje a II Cimeira Europeia para a Inclusão do Povo Cigano, com a participação de expoentes dos governos e presidentes de associações ciganas da Europa.

“Não obstante a maciça discriminação de milhões de nômades em todo o continente, a UE não está cobrando ações de seus membros quando faltam às próprias responsabilidades” – denuncia Claudio Cordone, secretário geral interino de Anistia.

A organização pede posições concretas dos líderes europeus contra os ataques racistas e manifestações de ódio; e que assumam iniciativas eficazes para acabar com as discriminações no acesso a moradias, empregos, ensino e assistência de saúde.

Para Mons. Giancarlo Perego, diretor geral da organização Migrantes da Conferência Episcopal Italiana, “o Dia de hoje serve para focar a atenção sobre este povo europeu de mais de 10 milhões de pessoas”.

Mons. Perego frisa também que “para a Igreja, o povo nômade guarda também uma riqueza de valores e experiências que evocam a centralidade da vida, em seu nascer e envelhecer: tema da mensagem pascal de Bento XVI”.

“Por isso, é importante fazer crescer nas paróquias uma sensibilidade que abra as pessoas e famílias ao respeito, à tutela dos direitos, e à construção de novas relações com o povo cigano, que as ajudem a enfrentar juntos os problemas” – completa o expoente. (CM)

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=370554

Publicado em: às 10 de abril de 2010 em 22:08  Deixe um comentário  

Comissão Europeia apela à inclusão social da comunidade cigana

A comunidade cigana, a maior minoria étnica da União Europeia, continua a enfrentar a discriminação e a segregação de modo persistente. A Comissão Europeia apelou aos Estados-Membros, num relatório divulgado no dia 7 de Abril, a utilizar os fundos da UE para a sua integração social e económica. O acesso desta comunidade ao emprego, à educação sem segregação, à habitação e à saúde, afirma o relatório, é vital para a sua inclusão. A integração dos cerca de 10 a 12 milhões de pessoas que constituem esta comunidade – uma população tão importante como a da Bélgica ou da Grécia – é uma responsabilidade conjunta dos Estados-Membros e das instituições da UE. O progresso alcançado em matéria da sua integração nos últimos dois anos é objecto de um outro relatório em separado. 
 

«A União, que se fundamenta em valores fortes, deve assegurar que os direitos fundamentais da comunidade cigana são respeitados. A discriminação desta minoria étnica não é aceitável», diz a Vice-Presidente da Comissão, Viviane Reding, Comissária para a Justiça, os Direitos Fundamentais e a Cidadania. “A solução dos seus problemas beneficia as nossas sociedades e economias. Só com a regularidade e a coordenação das nossas acções poderemos realmente melhorar a situação desta etnia em toda a Europa». 

 László Andor, Comissário da UE para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Inclusão, salientou: «Os esforços para integrar o povo cigano devem abranger um ciclo de vida inteiro, desde a pré-primária até ao ensino regular para as crianças, empregos para os adultos e cuidados para os idosos. As comunidades ciganas devem também poder participar e beneficiar da luta contra a pobreza e o desemprego.» Acrescentou ainda que: «O povo cigano não precisa de um mercado de trabalho à parte, não precisa de escolas que prolonguem a segregação das crianças ciganas e não quer guetos ciganos renovados. O nosso objectivo é fazer com que os ciganos sejam aceites em igualdade de circunstâncias, que sejam integrados na sociedade. O Fundo Social Europeu é um mecanismo importante para apoiar esta abordagem transversal.»
 

 Na comunicação política que agora adoptou, a Comissão esboça um programa intercalar ambicioso para responder aos maiores desafios em termos de inclusão dos ciganos, que são: 

  • A mobilização dos fundos estruturais, incluindo o Fundo Social Europeu – que no total representam quase metade do orçamento da UE – para apoiar a inclusão deste povo;
  • A tomada em consideração das questões relacionadas com esta comunidade em todos os domínios políticos relevantes ao nível nacional e da UE, como o emprego, o desenvolvimento urbano, a saúde pública e o alargamento da UE;
  • Aproveitar o potencial desta comunidade para apoiar o crescimento inclusivo como elemento da estratégia para a Europa 2020.

 
Embora a situação de muitas comunidades ciganas da Europa permaneça difícil, foram alcançados progressos importantes tanto ao nível comunitário como nacional. Nos últimos dois anos, a UE e os Estados-Membros esforçaram-se para que a legislação de luta contra a discriminação e o financiamento em prol da inclusão dos ciganos fossem mais eficazes. As medidas incluíram, por exemplo, a luta contra a discriminação, a segregação e a violência racista, assim como o apoio aos programas destinados a quebrar o círculo vicioso da pobreza, da marginalização social, dos maus resultados escolares e das precárias condições de habitação e de saúde.
Por exemplo, a Comissão lançou processos judiciais contra 24 Estados-Membros para garantir que a legislação da UE de luta contra a discriminação por motivos de raça fosse correctamente transposta para a legislação nacional. Destes processos, 12 estão ainda a correr e 12 terminaram com êxito. Para incentivar a utilização eficaz dos fundos estruturais por parte dos Estados-Membros, a Comissão lançou dois estudos que identificarão os projectos, os programas e as políticas de maior êxito no que toca à inclusão dos ciganos – um primeiro estudo sobre os fundos em geral e um segundo no domínio do apoio do Fundo Social Europeu aos ciganos.
A comunicação e o relatório intercalar serão discutidos na segunda cimeira europeia sobre os ciganos, que é organizada em conjunto com a presidência espanhola da UE. O evento junta representantes de alto nível das instituições da UE, dos Estados-Membros e da sociedade civil para rever os progressos alcançados desde a primeira cimeira, em 2008.

Antecedentes 

A comunidade cigana é discriminada nos domínios económico, social e político. A riqueza que poderia trazer à sociedade europeia é frequentemente negligenciada e prejudicada por estereótipos e preconceitos.
No seguimento do apelo dos líderes da UE, a Comissão publicou um relatório completo sobre os instrumentos, as políticas e os progressos alcançados pela UE na inclusão desta comunidade, que foi apresentado na primeira cimeira, realizada em Setembro de 2008. Em Dezembro de 2008, os líderes da UE confirmaram o compromisso dos seus governos para utilizar as ferramentas disponíveis em prol da inclusão desta comunidade. Em 2009, a Comissão lançou a Plataforma Europeia para a Inclusão dos Ciganos que junta peritos e decisores políticos. Foram desenvolvidos 10 princípios comuns e básicos para a inclusão deste povo que orientarão a planificação política de acções eficazes e a sua aplicação. 

 A UE dispõe de um sólido quadro jurídico para o combate à discriminação. Usa os fundos estruturais europeus e lança iniciativas de sensibilização contra a discriminação dos ciganos. Além disso, coordena domínios de intervenção particularmente relevantes para a inclusão deste povo, como sejam a educação, o emprego e a inclusão social. 

 Fonte: http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=12161

Publicado em: às 10 de abril de 2010 em 22:07  Deixe um comentário  
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